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"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo". Clarice Lispector

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setembro 12, 2012

DEMOCRACIA SEXUAL - Martha Medeiros



Se você frequentou reunião dançantes, lá pelos idos dos anos 70, vai se lembrar. Era muito comum uma garota ser tirada para dançar e responder na lata: "não". Se era uma garota educada, dizia: "não, obrigada". Mas não havia um pingo de remorso na negativa. Ela não estava a fim. O cara que voltasse para seu lugar ou tentasse dançar com outra menina.
Hoje todos dançam em grupo e também sozinhos, é só chegar e entrar na pista. As relações mudaram. Uma garota, por exemplo, já não precisa esperar para ser "pedida em namoro", como acontecia antes.
As coisas rolam com mais naturalidade, e se ela estiver a fim do cara, é só falar. E ele tem todo o direito de responder: "não". Se for educado, "não, obrigado".
 Parece simples, mas muita gente ainda está engessado no tempo em que uma mulher podia negar um homem, mas um homem não podia negar uma mulher.
 Alguns homens ainda se sentem na obrigação de encarar um romance, ainda que por uma noite só, com uma mulher por quem eles não sentem absolutamente nada, mas que facilitou.
E muitas mulheres ainda se sentem ofendidíssimas quando demonstram interesse explícito por um homem e ele recusa a oferenda.

A revolução sexual acabou com esses rituais de caça e caçador. Se a caça se oferece para o abate mas o caçador não está com fome, ele tem todo o direito de deixar a chance passar sem que outros caçadores o rotulem de babaca e sem que a caça se sinta humilhada.
Vivemos uma época em que alguns casais se unem pelo amor e outros casais se unem pelo desejo, estes últimos abrindo mão das idealizações e do romantismo.
Quando surgiu a pílula anticoncepcional e os tabus sexuais caíram por terra, mulheres do mundo inteiro comemoraram a possibilidade de vivenciar romances leves, prazerosos e descompromissados, como os homens vinham fazendo por séculos.

A conta, no entanto, não tardou a chegar: o convívio com a rejeição.
O homem pode transar com a mulher numa noite e na manhã seguinte partir sem deixar o número do telefone, e as mulheres devem aceitar isso como parte do jogo.
Uns ficam, uns vão.
Lutamos muito para ter o direito de tirá-los para dançar.
Agora temos que aprender a ouvir "não, obrigado" e não deixar que isso estrague o baile.

12 comentários:

  1. mt boa noita...a querida dava-me a honra desta dança...

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  2. que delicia de imagens de dança
    Quer dançar Tango comigo?
    Beijoca adoro o teu blog...tenho novos posts no meu cantinho...aguardo a tua visita

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  3. Esse texto é foda!! Diz tudo!!

    Sophys saudade de vc tbem... aquela porqueira de face me bloqueou e ai depois disso nao voltei mais lá. De vez enquando apareço pra de deixar um cheirinho no cangote, saber como vc está.

    Gosto muito de ti, viu
    pra caramba.....rsrs

    Bjssss docinhos em ti

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    1. EU TB SOU LOUKA POR TI MENINA DILIÇA!
      Isso me enche o saco ser bloqueada oh falso moralismo, grrrrrrrrrrrrrrrrrrr

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  4. Agora sem Face, só passando por aqui pra ter um pouquinho da Sophysticada...

    Difícil essa coisa de aprender a "não estragar o baile", viu! rss

    Beijos borboléticos!

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    Respostas
    1. Olha a sua observação foi perfeita... "não estragar o baile", adorei!

      Bjk@s

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  5. Pois é Mamys, nós não queríamos ter direitos iguais rsrs

    Martha Medeiros é F...!!! Opsss...
    Quase completo rsrs

    Adorei, e concordo com o Mr. Charmoso, imagem linda!!! Adoro tango!!!rsrs

    bjs doces da sua filhot@ endiabrada rsrs

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  6. parabéns querida ,,,,sempre é bom negócio beijos

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