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"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo". Clarice Lispector

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janeiro 20, 2017

O meu amor - Rodrigues Montanari@direitos autorais reservados


Existem coisas que não sabemos explicar, como acontece. 
Conhecemos pessoas, sem jamais imaginar quem seja. 
E, essa pessoa, mesmo distante, podemos nos apaixonar.
Conversamos, aparece tantas coisas em comuns, ficamos admirados, nos damos bem, nos queremos.
Começa a fluir algo encantador.
No início os cuidados pois, não sabes com quem falas. Mas, depois, logo nos revelamos um ao outro.
Contamos os dias, contamos as noites, para que a qualquer momento nos falarmos.
O tempo passa, coração acelerado, nos querendo nos ver, a cada vez que nos falamos.
E assim vai acontecendo.
Mas,nem tudo é tão perfeito, tão maravilhoso, tão fácil como pensamos.
O tempo vai passando, e vamos vendo que não é bem assim.
O tal encanto, vira desencanto.
Algumas pessoas parecem gostar de brincar com a outra, parece gostar de provocar sentimentos, criar expectativas, ser tão reveladora (será?) na entrega, e, depois recua.
Não diria que seria um decepção mas,diria que as pessoas,ainda, me surpreendem.
Isso é algo vivido por muitos, não é, somente, meu privilégio (e que privilégio).
Há muitos anos, não sei o que é encontrar um amor, o verdadeiro, o que lhe toca a alma. 
Mas, eu, sei que encontrei. Levei anos para encontrar e, sem mais nem menos, surgiu.
Mas, também, foi rápido.
Assim como surgiu, sumiu.
Deixou-me marcas, deixou-me feridas, deixou-me angústia, tristezas, e, fraquezas, por talvez não ter sabido tê-la.
Foi bom.
Me conheço, muito bem. Levarei anos não para curar as feriadas, angústias, etc.,mas, levarei anos para esquecer o tal amor.
Quem não viveu isso?

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