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"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo". Clarice Lispector

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novembro 23, 2013

Clarissa Corrêa


"A gente vai empurrando
 e deixando e remendando e engolindo e fingindo.
 Chega uma hora em que arrebenta a ferida:
 estoura, explode, sai pus, nojeiras e afins. 
É nesse momento que, ao invés de Band-Aid, 
pomada e beijinho, 
a gente precisa espremer mais um pouco e, 
quem sabe, enfiar o dedo fundo, forte, 
pesado e sentir a dor percorrer cada centímetro do corpo. 
É só após esse processo que tudo cicatriza – e a gente descobre até onde vai a própria força. E se supera (ainda bem). 
Depois, o tempo. 
É ele, querido e bandido, 
que vai mostrar o quanto o lugar onde estava a ferida vai latejar nos dias feios, 
carregados e chuvosos." 

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