JellyPages.com
"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo". Clarice Lispector

Seguidores

janeiro 09, 2013

Renata Fagundes


Ela falava de sonhos sem medo de parecer ridícula. 
Gostava da leveza descompromissada de vez ou outra marcar encontro com seu livro favorito. Colecionava filmes água com açúcar sem se preocupar com o que achavam do seu intelecto. Enquanto todos buscavam o dourado do sol, ela comemorava o cheiro da chuva perfumando a casa. Afinal, era feita de barro, podia ser moldada de acordo com os dias e se o resultado não fosse o esperado, se deixava quebrar e se refazia.
Redescobriu novos sabores nas palavras: tranquilidade, equilíbrio, alegria, palavras conhecidas que agora eram degustadas, lambuzadas, vividas. 
Descobriu com tristeza pessoas vazias. 
Não sabia se existia culpa, apenas identificou uma necessidade urgente de atenção, cuidado, tempo. Pois é, a gente precisa dedicar um pouco mais tempo pra um sorriso, um abraço, um conte comigo. Pessoas ficam amargas porque ficam por muito tempo sem experimentar o doce sabor da palavra gentileza. 
Só consegue ser gentil quem não espera nada em troca.
Estava agora, em um de seus passeios noturnos a conversar com o vento. 
E quando a noite era só breu, enfeitava os cabelos com estrelas para clarear os pensamentos.
Renata Fagundes

2 comentários:

  1. Amo os poemas da Renata Fagundes e combinam com vc amiga...bjos linda!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ana,

      Sou obrigada concordar com vc... rs

      saudades viu

      Bjk@s

      Excluir