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"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo". Clarice Lispector

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agosto 28, 2011

Certas Canções - Milton Nascimento


Certas canções que ouço
Cabem tão dentro de mim
Que perguntar carece
Como não fui eu que fiz?

Certa emoção me alcança
Corta-me a alma sem dor
Certas canções me chegam
Como se fosse o amor

Contos da água e do fogo
Cacos de vidas no chão
Cartas do sonho do povo
E o coração pro cantor
Vida e mais vida ou ferida
Chuva, outono, ou mar
Carvão e giz, abrigo
Gesto molhado no olhar
Calor que invade, arde, queima, encoraja
Amor que invade, arde, carece de cantar

Toda história tem um fim mas na vida cada fim e um novo recomeço...


Eu Te Devoro - Djavan



Teus sinais
Me confundem
Da cabeça aos pés
Mas por dentro
Eu te devoro,
Teu olhar
Não me diz exato
Quem tu és
Mesmo assim
Eu te devoro...


Te devoraria
A qualquer preço,
Porque te ignoro,
Te conheço,
Quando chove ou
Quando faz frio,
Noutro plano
Te devoraria
Tal Caetano
A Leonardo DiCaprio...


É um milagre,
Tudo que Deus criou
Pensando em você,
Fez a via-láctea
Fez os Dinossauros,
Sem pensar em nada
Fez a minha vida
E te deu,
Sem contar os dias
Que me faz morrer,
Sem saber de ti
Jogado à Solidão,
Mas se quer saber
Se eu quero outra vida
Não! Não!



Eu quero mesmo é viver
Pra esperar, esperar
Devorar você...


Viver, viver
Pra esperar você,
Quero viver
Pra esperar você,
Quero esperar você..

agosto 25, 2011

Sobre Liberdade



"Não há liberdade, há libertação" Cour, Paul

"Não há amor da parte de um ser sem liberdade. Ao que ele chama o seu amor é à paixão dessa liberdade" Bosquet, Alain

"A liberdade é o ar respirável da alma humana" Hugo, Victor

"Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade".
Paul Valéry

"Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência".
 Léon Tolstoi

"A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão".
Massimo Bontempelli

"Liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela".
George Bernard Shaw

"O pior cárcere não é o que aprisiona o corpo, mas o que asfixia a mente e algema a emoção. Sem liberdade, as mulheres sufocam seu prazer. Sem sabedoria, os homens se tornam máquinas de trabalhar".
Augusto Cury

Travessia - Milton Nascimento




Quando você foi embora fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito, hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar
Estou só e não resisto, muito tenho prá falar
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar
Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me mata

agosto 24, 2011

Recebi da Neuzinha...



"Talvez eu e meu corpo formemos uma conspiração pelas costas de minha própria mente."
Friedrich Nietzsche

Hj mudei o blog!


Hj mudei tudo no meu blog.
Embora confesso q essa imagem me remete coisas muito boas
Então fica a boa recordação.

Bjk@s

Ganhei da minha amiguinha Atena de Eros


Como não tem nenhuma tarefinha dedico a todos q vem nesse cantinhu.
ssssssssssssmackssssssssssssss

agosto 14, 2011

Feliz Dia dos Papis!


Manter a pose!!!‏


“...Não importa o que aconteceu durante o dia...

Volte sempre para casa com a cabeça bem erguida”



Desplumada, "estropiada", cansada, mas DIREITINHA!!

Com glamour!



Essa é a Atitude!!!

Afinal, o que é amor?





Afinal, o que é amor? 
Acho que ninguém nunca vai conseguir uma resposta coerente a isso, 
só é uma coisa a ser sentida, e eu não sabia o que era isso, 
o que era amar e ser amado, até conhecê-lo. 
E então você se encontra no maior dilema e confusão da sua vida, 
uma simples pessoa é capaz de tomar conta da sua mente 
e roubar seus pensamentos, quando você menos espera, 
está sorrindo lembrando-se do seu sorriso, 
está preocupado porque algo o preocupa e principalmente, 
está desesperado para que esse amor seja correspondido. 
Cada célula do seu corpo parece se preencher com uma dose letal dessa droga 
que costumo chamar de amor. 
Desespero, angustia, alegria, tristeza, decepção, 
esperança, grande explosão de sentimentos 
que parecem não respeitar o limite da razão. 
Porque afinal, amor é loucura, 
uma loucura que todos um dia devem experimentar, 
ser loucos de amor, loucos por amor, loucos para amar.


Recebi da Vênus!!! Ela arraza!

Sou..





Sou..
A mais brava das almas, guerreira, quase uma selvagem, num misto de exotismo e coragem... 
Mas sou também frágil e indefesa, choro cada pranto, sem saber para onde ir... 
Sou a minha família... 
Os meus amigos, de longe ou de perto, real ou virtual... 
Sou os livros que já li e os que ainda vou ler... 
Sou os lugares por onde eu passei... 
Sou os meus sonhos, as minhas conquistas, as orações que faço e a fé que muitas vezes me salva... 
Sou as dificuldades que aparecem ao longo do caminho, as tristezas e as lágrimas, as alegrias e os sorrisos... 
Sou tudo o que aprendi com os erros, com os acertos... 
Sou as pessoas que perdi e as que reencontrei... 
Sou os pedaços que alguém algum dia levou... 
Sou os pedaços daqueles que ficaram... 
Sou as lembranças que trago... 
Sou os meus segredos... 
Sou os meus arrependimentos... 
Sou a saudade... 
Sou verdadeira, e às vezes pago caro por isso... 
Sou muitas vezes egoísta... 
Sou as cores que gosto, as músicas que ouço, os perfumes que uso... 
Sou aquilo que deixei pelo caminho... 
Sou o perdão que eu não soube dar... 
Sou a mão que eu não soube estender e as muitas vezes que consegui ajudar... 
Sou as promessas que cumpri e as que até agora não consegui... 
Sou cada calúnia sofrida, cada raiva, cada indiferença... 
Sou a minha infância, sou a minha juventude... 
Sou o meu presente, o meu passado e cada dia do meu futuro...
Sou aquilo que escolhi ser...ʚϊɞ 
Desconheço a autoria.



Lindo neh!
Recebi da Vênus por email.

agosto 10, 2011

Amigos


O encontro entre pessoas é feito de momentos.
Eles trazem pedaços de sonhos que foram feitos juntos.
Assim acontece na amizade.
Esse tempo vivido não pode ser armazenado como uma eternidade,
como quanto durou e sim tudo que assimilamos,
aprendemos , rimos, choramos , brigamos mas....vivemos.
Fazemos planos, confidenciamos,
desabafamos e às vezes ficamos
num silêncio cúmplice sem que as palavras sejam necessárias.
A vida é cíclica nas lembranças ainda que não seja nas ações.
O amigo se faz importante mesmo que tenha partido,
que tenhamos magoado, que tenhamos sido feridos,
quando nesta ausência física,
o coração traz de volta os momentos que nos uniram.
Esses, o tempo ou a ferida nunca apagarão.
Nos encontramos, de mãos no queixo,
olhar perdido revivendo cada estória.
Os momentos vividos da forma que for fizeram
a importância desse relacionamento.
Pode ter sido segundos, dias ou mesmo anos..
A intensidade é que denota a importância nas nossas vidas
fazendo com que a saudade seja um bálsamo e
não uma lamentação de um tempo.
Aprendemos a amar diversas pessoas ao mesmo tempo
embora não estejamos na maioria das vezes disponíveis a todas.
Algumas entram avassaladoras em nossas vidas e outras paulatinamente
conquistando-nos cada dia mais embora cheios de defeitos,
na severidade de nossos julgamentos.
No carinho moldamos essas nossas imperfeições .
Com amigos construímos sonhos muitas vezes de areia que numa brisa
ou tempestade se esvaem.
Eles se desmoronam mas a grande sabedoria é perceber
a grandeza do tempo que as mãos estiveram unidas na construção
ainda que a avalanche tenha sido desastrosa,
os momentos vividos serão inesquecíveis.
A divergência atrai a mágoa no contato direto mas o carinho desfrutado nunca será deletado ou a ação que o gerou, incompreendida.
Algumas amizades perdemos de vista ,
outras caminham lado a lado, presentes fisicamente
ou permanecem armazenadas em lembranças vivas no coração.
A vida é efêmera , frágil e os momentos não retornam.
As perdas existem.
Resta-nos apenas escolher se eternizamos esses momentos
como dor ou como serenas recordações.
Não importa se o peso não tenha sido igual e
nem se a opção de escolha for diferente
porque muitas vezes o que não aceitamos no outro amigo
é exatamente o que nos falta.
Pode haver cansaço e carecer de refúgio mas não há morte.
Quem realmente gostou, não desama.
Para os erros, desculpas...
Para as mágoas, o esquecimento delas.
Vem então, a serenidade de que valeu ter convivido.

Beth Hanriot

Mulher Carlos Drmmond de Andrade


Mulher

Para entender uma mulher
é preciso mais que deitar-se com ela…
Há de se ter mais sonhos e cartas na mesa
que se possa prever nossa vã pretensão…

Para possuir uma mulher
é preciso mais do que fazê-la sentir-se em êxtase
numa cama, em uma seda, com toda viril possibilidade…
Há de se conseguir fazê-la sorrir antes do próximo encontro

Para conhecer uma mulher,
mais que em seu orgasmo,
tem de ser mais que amante perfeito…
Há de se ter o jeito certo ao sair,
e fazer da saudade e das lembranças, todo sorriso…

- O potente, o amante, o homem viril, são homens bons…
bons homens de abraços e passos firmes…
bons homens pra se contar histórias…
Há, porém, o homem certo, de todo instante: 
O de depois!

Para conquistar uma mulher,
mais que ser este amante, há de se querer o amanhã,
e depois do amor um silêncio de cumplicidade…
e mostrar que o que se quis é menor do que o que não se deve perder.

É esperar amanhecer,
e nem lembrar do relógio ou café…
Há que ser mulher, por um triz e, então, ser feliz!

Para amar uma mulher, mais que entendê-la,
mais que conhecê-la, mais que possuí-la,
é preciso honrar a obra de Deus,
e merecer um sorriso escondido,
e também ser possuído e, ainda assim, também ser viril…

Para amar uma mulher,
mais que tentar conquistá-la,
há de ser conquistado… todo tomado e,
com um pouco de sorte,
também ser amado!

(Carlos Drummond de Andrade)

TRATAMENTO IGUALITÁRIO PARA TODOS!



O dia Nacional de Combate ao Fumo!...
TRATAMENTO IGUALITÁRIO PARA TODOS!

Jader Vaisman
"Já que eles colocam fotos nos pacotes de cigarro, por quê não põem gente obesa em cada pacote de batata frita, boi morto em cada bandeja de carne, animais torturados nos cosméticos, fotos de acidentes de trânsito nas bebidas alcoólicas, fotos de gente sem teto na conta de água e luz e fotos de POLÍTICOS CORRUPTOS nas declarações de impostos?"

” José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 06-08-2011.



"No céu estão Amy Winehouse, Jimi Hendrix, Jim Morrisson, Lennon, Freddie Mercury, Cobain,
Cazuza, Janis Joplin, Cassia Eller, Renato Russo, Elvis e Michael Jackson!

Tá valendo mais a pena morrer que ir no Rock in Rio!"






"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade." 
 (Carlos Drummond de Andrade)

agosto 06, 2011



Por detrás da Alegria e do Riso,
pode haver uma natureza vulgar, dura e insensível.
Mas, por detrás do Sofrimento, há sempre Sofrimento.
Ao contrário do Prazer , a Dor não tem máscara.

Oscar Wilde


"Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades
 teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando,
 falei muitas vezes como um palhaço 
 mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria".

Charles Chaplin


De tudo, ficaram três coisas:
a certeza de que ele estava sempre começando,
a certeza de que era preciso continuar
e a certeza de que seria interrompido antes de terminar.
Fazer da interrupção um caminho novo.
Fazer da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sono uma ponte,
da procura um encontro.

Fernando Sabino

Quem Sabe um Dia - Mário Quintana



Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois


Mário Quintana

Eu Te Devoro - Djavan


Teus sinais
Me confundem
Da cabeça aos pés
Mas por dentro
Eu te devoro,
Teu olhar
Não me diz exato
Quem tu és
Mesmo assim
Eu te devoro...
Te devoraria
A qualquer preço,
Porque te ignoro,
Te conheço,
Quando chove ou
Quando faz frio,
Noutro plano
Te devoraria
Tal Caetano
A Leonardo DiCaprio...
É um milagre,
Tudo que Deus criou
Pensando em você,
Fez a via-láctea
Fez os Dinossauros,
Sem pensar em nada
Fez a minha vida
E te deu,
Sem contar os dias
Que me faz morrer,
Sem saber de ti
Jogado à Solidão,
Mas se quer saber
Se eu quero outra vida
Não! Não!
Eu quero mesmo é viver
Pra esperar, esperar
Devorar você...
Viver, viver
Pra esperar você,
Quero viver
Pra esperar você,
Quero esperar você...

Recebi da minha amiga Vênus...

O RECOMEÇO...
Quando começamos um novo relacionamento, ainda mais quando em vias de desapego de um relacionamento anterior, é difícil esquecer as recentes mágoas e decepções, são cicatrizes ainda abertas e profundas. Fica difícil acreditar quando alguém se aproxima e diz estar gostando de você. Não podemos ou não queremos acreditar, achando que não estamos a altura ou não merecemos, ou é pura revolta mesmo, atingindo com um egoísmo equivocado alguém que simplesmente quer entrar na sua vida disposto a mudar esta trajetória de sofrimento.
Às vezes blasfemamos contra Deus, querendo entender o porquê de tanto sofrimento. Perguntamos o motivo de passar por tudo isso. A resposta é simples: Amadurecimento! 

Precisamos amadurecer para poder compreender e crescer afetivamente. E passado um determinado tempo, lembramos até com graça o motivo de tanta tristeza, depois tão insignificante para nós. É um caminho àrduo, mas necessário a um crescimento interior.
Existe uma grande ausência de referências e valores, em uma época que o ser humano, de uma maneira geral, resume-se ao que tem e ao que pode oferecer. As pessoas estão se tornando tão descartáveis quanto aos bens de consumo. Basta um botãozinho a mais (sempre dispensável e desnecessário) e vamos lá, já descartamos aquele objeto aparentemente obsoleto. Infelizmente essas pessoas esquecem que seres humanos não são objetos descartáveis. Esquecem também que vão envelhecer, cientes tardiamente do desperdício de oportunidades. E depois declamarão aos incautos o quanto foram desmerecidos pela sorte, sempre culpando aos outros pelo próprio egocentrismo e fracasso. Uma vida disperdiçada, pois quantos realmente tem a oportunidade de serem amados verdadeiramente, de serem agraciados por um amor verdadeiro, cristalino e incondicional, e não ao egoísta e possessivo?
Portanto, preste atenção: A qualquer momento um anjo pode bater a sua porta, disposto a mudar esta esta rotina de sofrimento e depressão. Esteja de coração aberto, e não ignore sua intuiçao. Esteja aberto a essa nova possibilidade, de amar, ser amado. Mude de opinião, permita-se. Queira loucamente, acredite! Volte a sonhar, use a imaginação! Lute para que dê certo. Ore e peça a Deus que ilumine esta nova relação. Conte a seus (verdadeiros) amigos. Harmonize-se e descarte a opinião dos outros. Faça aquilo que mais teme e seja generoso. Ria e beije muito. Enfim, permita-se...
e viva loucamente este NOVO AMOR!!!

Gabriel Abdala – 04 de agosto de 2011




Selinho q ganhei da Flor do Dia




Tarefinhas:
- Indicar 5 Blogs

Minhas amigas:
 Vênus
Suuuuuuu
Stella
Flor de Cristal
Pet Dog


Postar uma imagem/vídeo/
poema/texto, etc... 
que traduza um pouco 
QUEM É VOCÊ.



Como Nossos Pais

Composição: Belchior
Não quero lhe falar,
Meu grande amor,
Das coisas que aprendi
Nos discos...
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...
Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...
Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz...
Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...
Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...
Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...
Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...
Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...
Essa música me traduz... 
Bjks
{sophys}_S.A.

agosto 03, 2011

ARTE DE AMAR

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Manuel Bandeira

"Há duas tragédias na vida: uma a de não satisfazermos os nossos desejos, a outra a de os satisfazermos". Oscar Wilde

Banho




agosto 01, 2011

TER OU NÃO TER NAMORADO



Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA.

Artur da Távola

O Parto, a Próstata e a Vingança



Ela com 19 e eu com 20 anos de idade.

Lua-de-mel, viagens, prestações da casa própria e o primeiro bebê, tudo uma beleza.

Anos oitenta, a moda na época era ter uma filmadora do Paraguai.

Sempre tinha ou tem um vizinho ou mesmo amigo contrabandista disposto a trazer aquela muambinha por um precinho muito bom!

Hora do parto, ela tinha muita vergonha, mas eu, teimoso, desejava muito eternizar aquele momento.

Invadi a sala de parto com a câmera no ombro e chorei enquanto filmava o parto do meu primeiro filho.

Não, amor! Que vergonha!


Todo mundo que chegava lá em casa era obrigado a assistir ao filme.

Perdi a conta de quantas cópias eu fiz do parto e distribuí entre amigos, parentes e parentes dos amigos.

Meu filho e minha esposa eram os meus orgulho e tesouro.

Três anos se passaram aí nova gravidez, novo parto, nova filmagem, nova crise de choro, tudo como antes.

Como ela "categoricamente" me disse que não queria que eu a filmasse dessa vez, sem ela esperar, invadi a sala de parto e mais uma vez com a câmera ao ombro cumpri o mesmo ritual.

As pessoas que me conhecem sabem que em mim havia naquele momento apenas o amor de pai e marido apaixonado nesse ato.

O fato de fazer diversas cópias da fita era apenas uma demonstração de meu orgulho.

Agora eu com 50 ela com 49.

Nada que se comparasse ao fato de ela, nessa semana, num instinto de vingança, invadisse a sala do meu urologista, com a câmera ao ombro, filmando o meu exame de próstata.

Eu lá, com as pernas naquelas malditas perneiras, o cara com um dedo (ele jura que era só um!) quase na minha garganta e minha mulher gritando:

- Ah! Doutoooor! Que maravilha! Vou fazer duas mil cópias dessa fita! Semana que vem estou enviando uma para o senhor!

Meus olhos saindo da órbita fuzilaram aquela cachorra, mas a dor era tanta que não conseguia nem falar.

O miserável do médico, pra se exibir, girou o dedão!!! Ah! eu na hora vi o teto a dois centímetros do meu nariz.

E a minha mulher continuou a gritar, como se fosse um diretor de cinema:

- Isso, doutor! Agora gire de novo, mais devagar dessa vez. Vou dar um close agora...

Na hora alcancei um sapato no chão e joguei na maldita.

Agora amigos, estou escrevendo este e-mail pedindo aos amigos, parentes e outro mais que se receberem uma cópia do filme, que o enviem de volta para mim.

Eu pago a taxa de reembolso.

(Luiz Fernando Veríssimo)

SOLIDÃO CONTENTE - Ivan Martins



O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas

Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre solidão feminina com alguma incompreensão.

Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.

Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente e mora sozinha.

Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.

Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa, disse a prima. Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas.

Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.

Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.

Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.

A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.

A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.

Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?

A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior com apoio da publicidade.

Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando senão a economia não anda.

Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.

Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.

Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.

Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos.


*Ivan Martins é editor-executivo de ÉPOCA

DANUZA LEÃO - LUTA DE CLASSES‏


FOLHA DE SÃO PAULO
6 de fevereiro de 2011
HÁ UNS DOIS ANOS tive uma diarista que começava a trabalhar muito cedo por escolha dela; às 6h ela já estava em minha casa. Uma morenona bem carioca, simpática, risonha, disposta, sempre de altíssimo astral. Gostei dela, e como detesto fazer ares de patroa  e não sei , tínhamos uma relação amistosa e legal, como devem ser todas as relações.
Algum tempo depois, comecei a fazer aula de natação em um clube que fica a uns 500 metros de minha casa. A aula era às 7h, mas e a preguiça? Preguiça de levantar da cama, e enfrentar a distância ficou difícil. Tive então uma ideia: levá-la comigo. Assim, teria companhia para ir e voltar, e seria mais fácil a caminhada.

Vamos deixar bem claro: não foi nem um ato de gentileza de minha parte, nem pensei apenas em meu proveito. Achei que seria bom para as duas, e ela, que talvez nunca tivesse entrado numa piscina, ia adorar.
Perguntei se gostaria, ela ficou toda feliz, e, a partir daí, todos os dias íamos juntas, conversando. Eu pagava minha aula e a dela, e às 8h30 estávamos de volta, alegres, falando sobre nossos progressos.
Já que não posso mudar o mundo, pensei, estou exercendo o socialismo ou a democracia pelo menos em meu território. Mas notei que a cada vez que contava isso para os amigos, nenhum deles dizia uma só palavra; nem para achar que tinha sido uma boa solução, nem para ficar contra, nem ao menos para achar alguma graça. Silêncio geral e total.

O tempo foi passando. Comecei a perceber pequenos desvios no troco, às vezes dava por falta de uma das três mangas compradas na feira, os picolés que guardava no freezer desapareciam, os refrigerantes e sabonetes também, e eu pensava: “tem dó, Danuza, afinal ela toma duas conduções para vir, duas para voltar, a grana é pouca, se ela fica com oito ou dez reais da feira, é distribuição de renda. E se comeu metade do Gruyère, dizer que o queijo francês é só seu, é um horror”; e assim fomos indo.
Fomos indo até que um dia viajei por um mês, e quando voltei, houve problema com um cheque; coisa pouca, mas ficou claro, claríssimo, que tinha sido ela, e tive que demiti-la, o que aliás me custou bem caro, em dinheiro e pela deslealdade.

Depois da demissão, fui descobrindo coisas mais graves e nem vou contar todas, só uma delas: nos fins de semana, ela vinha com o marido, punha o carro na garagem do prédio e o casal passava o fim de semana na minha casa.
Depois de recibos assinados, tudo liquidado, chegou a conta do telefone do mês em que estive fora: havia 68 ligações para um único celular. Liguei para o número e soube que era de um funcionário do clube de natação, que ela paquerava.
Quando entrou a substituta, tive que comprar lençóis, toalhas e um monte de coisas que ela havia levado. Sei que não sou um modelo de dona de casa, mas alguém conta todos os dias quantos lençóis tem? E tranca os armários? Não eu. Durante um bom tempo fiquei mal: pela confiança, pela traição, depois de quase dois anos de convivência. E agora?
Não sei. Afinal, somos ou não somos todos seres humanos iguais, como me ensinaram? Ou é preciso mesmo existir uma distância empregado/patrão, como dizem outros? Ou esse foi um caso singular?

Aprendi que a luta de classes começa dentro de nossa casa, e mais especificamente, dentro da geladeira. E enquanto o mundo não muda, passei a comprar queijo de Minas, que além de tudo não engorda.